Era verão e inverno no mesmo dia, um voyeur de olhar latino. Andava de caqui por cactos e ocres. As ruelas levavam a cantos, que esbarravam em mundos milenares e atuais. Medina, de praças largas, de caos harmônico e gente pulsante.

Andar por ali era uma dança, os corpos vinham frenéticos e desviavam com rapidez o olhar. Do chão de simples terra subiam portais tão suntuosos que era um presente o notar. Os terraços tinham vista longe para árvores longas e cúpulas ornamentais. Mirava dali estampas e o brilho da noite refletia em veludos as grades do lugar.

Marrakech, cidade alaranjada de luz dourada e riqueza no tear. Brincávamos com capas, dançávamos com sedas e viajávamos na fluidez do caminho. Lá tinha beleza, tinha mitos, tinha Yves Saint Laurent. Brindamos a lisergia, acordamos em túnicas e festejamos o criar.

Marrocos, com céu tão impactante marcou jardins, nomeou cores e nos convidou a sonhar. Os pés sobre azulejos de formas tão únicas norteou a mente para lembrar as curvas dos dias de lá.

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